quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Educação do Século XXI

Sempre fui uma aluna  mais mediana que boa. Sempre achei a escola um lugar cacete, sem espaço pra fazer coisas que realmente interessavam. Muito tardiamente descobri que não era Hiperativa e sim uma Criança Indigo. Já em 1980, a escola não abarcava o tipo de personalidade que eu tinha e hoje, com a quantidade de Crianças indigo só aumentando, a escola não tem conseguido (ainda) resolver esse problema.  Pra quem não sabe, a criança índigo é caracterizada por uma multipla inteligência acima da média, inquietação, rápido aprendizado e da mesma forma desisteresse rápido. Questionadora, não aceita um simples não como resposta e se ja sabe falar argumenta com tudo.  As escolas em sua maioria, não estão preparadas para lidar com isso.
Um Grupo internacional chamado GELP , reuniu-se tentando encontrar uma educação ideal para o século XXI. Na matéria que li sobre o assunto, uma frase me chamaou a atenção. Um aluno canadense dizia que a escola o despoderava. Achei isso fantástico. De fato era como me sentia. A escola tirava meu poder de decidir, questionar, errar e tentar novamente. A escola não me deu nos meus anos escolares o poder de argumentar e contrargumentar os autores e teses apresentadas. A escola não me ensinou a pensar! Dai quando cheguei a faculdade eu  era obrigada a pensar? Que contrasenso! 12 anos de adestramento pra ser cobrado no final em algo que não poderia dar!
A matéria sobre o assunto pode ser vista nesse link: http://ponto.outraspalavras.net/2012/10/02/escola/.
Para minha grata surpresa Goias é um dos 3 representantes brasileiros no grupo ao lado de São Paulo e Rio. Espero que isso seja um indício de mudança e conscientização do poder público da necessidade URGENTE de pensar um novo modelo escolar, se quisermos ter algum tipo de futuro para a escola.

sábado, 29 de setembro de 2012

Acidentes acontecem

Em meus quase 40 anos, sempre ouvi essa frase: " Acidentes acontecem". Sempre fiquei pensando no que realmente vem a ser um acidente.  Em sua maioria são produzidos por descaso, falta de atenção, falta de prevenção, burlamento de leis e ordens.
Então porque acidentes acontecem? Creio ser uma parte mínima fruto da fatalidade. A grande maioria ocorre por nossa própria falta de bom senso, ou pela falta de bom senso de terceiros, mais preocupados com ganhos extras que com o bem estar social.
Quantos de nós ja não perderam ou quase perderam entes queridos nos famigerados acidentes de trânsito. Conversando com um diretor técnico do DETRAN- GO, essa semana, ouvi ele falar algo extremamente pertinente. Se as pessoas seguissem minimamente a lei, 50% dos acidentes fatais não aconteceriam.
Voltamos a Questão: Acidentes acontecem?????
A alguns meses aqui em Goiânia tivemos um acidente com 2 crianças em um berçário. Uma delas faleceu infelizmente. Descaso ou um momento de bobeira? As crianças não cavaram o acidente, elas simplesmente fizeram o que crianças fazem e nós adultos temos que prever. Uma questão óbvia : crianças são curiosas e exploram os espaços aonde estão. Crianças não podem ficar sozinhas, ainda mais quando se trabalha com crianças de outras pessoas. Foi um infeliz acidente? Não. Acidente seria se todas as medidas de segurança tivessem sido tomadas e ainda assim a fatalidade ocorresse. Mas na maioria dos casos os chamados acidentes ocorrem por culpa de alguém. Que na maioria das vezes está errado.
Precisamos fazer nossa parte. Se cada um faz o todo acaba recebendo o benefício. O tal jeitinho brasileiro é vergonhoso e custa caro, principalmente quando se trata de vidas.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Quero falar um pouco hoje sobre um assunto interessante: Adoção. Fiz uma matéria para a rádio, onde algumas dúvidas foram esclarecidas. A mãe que não quer criar o filho por exemplo, tem opções legais para que a criança possa ser encaminhada. Lembrando que a entrega de uma criança para a adoção não é crime.  Mas o abandono e o assassinato são.
 Mães que deixam filhos recém nascidos em sacolas, sacos de lixo, dentro de privadas acabam sofrendo além do trauma de abandonar a criança, as penas legais. Claro que no momento em que a criança nasce, deve acontecer uma turbulência emocional muito grande. O acolhimento dessas mães no período da gestação é muito importante, para prepará-las para esse rompimento. Claro, ninguem quer ver mãe longe de filho. Mas não dá pra estar na mente dessas pessoas. Em sua maioria extremamente conturbada. Qual será sua reação?
No caso das crianças maiores que são abandonadas, a relação criança- familia, deve ser analisada . A justiça sempre presa pela manutenção da criança na familia original. No entanto, pais e mães adotivos, estão tão intensos no desejo de adotar, de trazer para seu convívio esse novo ser que precisa de carinho, identidade, referência, que deveriam ser olhados com mais carinho pela justiça. O bem da criança deveria ser o principal item de direcionamento. Ficar com alguem que claramente não lhe quer, não pode ser muito saudável.
Acho a adoção no Brasil ainda é  muito complicada. Bucrocrática, como em várias outras coisas que aqui acontencem. Mas no enfrentamento dessa burocracia, a sociedade civil tem se unido em ONGs voltadas a auxiliar pais que querem trilhar o caminho da adoção. Vera Cardoso, é responsável pela ONG Grupo de Estudos e Apoio a Adoção em Goiânia, e diz que nas suas reuniões quinzenais a troca de idéias, o aconchego e as histórias dos filhos, preenchem o tempo e ajudam a superar as dificuldades e as grandes dúvidas que surgem. Como por exemplo, o que dizer quando vai matricular o filho na escola? É relevante dizer que ele é adotado? 

Bem meus parabéns aos AMOROSOS pais que resolvem adotar. Nossa infância carente agradece.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Percepção da Imagem virtual

Para perceber algo, fazemos uso de nossos sentidos. Quanto mais sabemos utiliza-los, mais a percepção age em nosso favor. Acabei de terminar uma monografia de especialização falando justamente em como podemos perceber a imagem virtual. A principio achei que os mesmos elementos utilizados na percepção da imagem luz, poderia ser utilizado na imagem virtual. Nesse estudo , acabei observando que não funcionava bem assim. Perceber está ligado a estimular determinados sentidos de forma a interagir com a fisiologia do olho e resultar num quadro que define aquela imagem para quem vê. A imagem virtual requer muito mais de um processo de leitura do que da definição de elementos como cor, forma e movimento.

Descobri um estudo feito pelos companheiros lusitanos sobre a Literância Visual, que foi bem esclarecedor. Depois vou postar um texto mais completo sobre esse estudo que achei muito bom e acabou mudando completamente meu foco de interesse sobre a percepção da imagem virtual.

Retorno

Novamente após um longo inverso tento retomar este blog.  Vamos ver no que vai dar...

Retorno

Novamente após um longo inverso tento retomar este blog.  Vamos ver no que vai dar...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Fractais ou tempera...




A pintura quatrocentista regida por conceitos de simetria de funcionalidade era conhecida pela imagem calculada, arquitetada,

conceitualizada e construída. Primando pela objetividade, a imagem renascentista fugia da subjetividade humana e respondia bem a investigação científica e ao uso de “máquinas”.

A era digital, marca o retorno dessa imagem objetiva, que tende ao desejo renascentista da imagem puramente conceitual, já que os algorítimos de visualização permitem a construção de universos abstratos puramente matemáticos. No entanto a imagem sintética ainda sofre com a

utopia do total controle do visível, obsessão dos renascentistas. O realismo praticado por essa imagem é fruto da lógica matemática e não da percepção do mundo real. Ainda mais calcula das, coerentes e formalizadas que as imagens renascentistas, as imagens digitais ganham um certo realismo que de alguma forma dá continuidade ao princípio do registro fotográfico. De certa forma, os algoritimos de visualização permitem restituir sob forma visível e perceptível as abstrações matemáticas, ao mesmo tempo que descrevem numericamente as imagens.


Segundo Baudrillard (1992) é a imagem que tem se tornado cada vez mais virtual e distante do real. Não se opondo a ele, mas aos ideais de verdade que existem. A imagem hoje é nada mais que uma forma de controle do tempo, pois o “real”, sempre vai sofrer alterações a partir de uma nova leitura, seja ela feita através de uma nova tecnologia ou de um novo pensamento. Nesse caso nem a realidade factual estaria preservada por causa da maleabilidade do processo de digitalização.


Segundo Arlindo Machado (2001;p.15) “ o artista da era das máquinas é, como o homem de ciência, um inventor de formas e procedimentos; ele recoloca, permanentemente em causa as formas fixas, as finalidades programadas , a utilização rotineira, para que o padrão esteja sempre em questionamento e as finalidades sob suspeita.” Acredita-se que a moderna produção tecnicamente mediada, pode interferir diretamente nas formas de percepção da imagem, sendo ela cada vez mais ágil e mais facilitada em sua execução. No entanto o feitio da obra artística, ou melhor do duplo da imagem, ainda continua subordinado aos vários aspectos da percepção que o ser humano – alvo da obra –deve ter. A máquina realiza o trabalho, mas cabe ao artista o trabalho intelectual e a atividade imaginativa e ao público a identificação da obra.

O aspecto abordado aqui refere-se a todo esse entendimento de como o Moderno é subvertido pelo pós-moderno e como este age no processo de criação e percepção do mundo. Para Touraine (1999; 17) “ A modernidade não é mais pura mudança, sucessão de acontecimentos, ela é difusão dos produtos da atividade racional, científica, tecnológica e administrativa.”



Eleanor Hertney (2002; 6) completa afirmando que “o pós modernismo ... é inconcebível sem o modernismo. Pode ser entendido com

o reação aos ideais do moderno...” . Podendo ser apontado como ícone da pós-modernidade, a imagem sintética, rege-se justamente pela simulação do mundo e não sua apresentação racional ou científica. Sua formação, possível pela revolução tecnológica, subverte a ordem da realidade e do palpável, como afirma Baudrillard (1991; 8) “a simulação de um território, de um ser referencial, de uma substância. É a geração pelos modelos de um real sem origem nem realidade : Hiper-real.”


BAUDRILLARD, Jean. A Transparência do mal: ensaio sobre os fenômenos extremos. Jean Baudrillard; tradução: Estela dos Santos Abreu. 2ª edição, Papirus, Campinas, SP, 1992.

------------------------------. Simulacros e Simulação. Jean Baudrillard; Trad. Maria João da Costa Pereira. Relógio D’água, Lisboa, PO

ARNHEIM, Rudolf . Arte e Percepção Visual: Uma psicologia da Visão criadora. Trad. Ivonne Terezinha de Faria. Livraria Pioneira editora, SP, 1996

MACHADO, Arlindo. Máquina e Imaginário: O desafio das poéticas tecnológicas. 3º Ed. Editora da Universidade de São Paulo, SP, 2001.

HEARTNEY, ELEANOR . Pós-Modernismo. Trad. Ana Luiza Dantas Borges. Cosac & Naif, SP, 2002

TOURAINE, Alain . Crítica da Modernidade. 6ª Edição. Vozes, Petrópolis,RJ.

imagens dos artistas: Phyil dune, Jonathan Wong e Uzeyr